PETIÇÃO DEFENDE VIDA ANIMAL

Uma petição pública lançada neste ano, na internet, quer alterar diretriz da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que ainda prevê a presença de salas de eutanásia e câmara de gás nos Centros de Controle de Zoonoses (CCZ). O ambiente servia para extermínio em massa de cães e gatos e deixou de ser usado na capital em maio de 2005. No entanto, a manutenção da norma no projeto físico das unidades indicaria permissividade ao antigo e repudiado modelo.

Até agora, 17.395 pessoas assinaram o abaixo- assinado, acessado via internet no endereço www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N33864. O documento será direcionado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com a petição, a Funasa prevê sala de eutanásia, localizada “estrategicamente próxima aos canis coletivos e individuais, de modo a facilitar a movimentação dos animais”. O material estabelece ainda as dimensões da câmara, que emitia monóxido de carbono e provocava morte por asfixia, assim como fizeram os nazistas para o extermínio de humanos.

“Se o extermínio em si é condenável por aspectos técnicos e éticos, a permissividade indicada no documento para com a utilização de câmaras de gás, ainda que, na prática, possa não estar mais ocorrendo, é um insustentável agravante, pela extrema crueldade que representa e que remete a episódios dos mais trágicos da história”, argumentam os autores da petição, Maurício Varallo, membro da Organização Não Governamental (ONG) Olhar Animal, e José Franson, vereador em Tatuí (SP).

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) é contra a eutanásia em massa como forma de controle da população de cães e gatos. Além de pedir a alteração da diretriz da Funasa, a petição sugere ainda que o órgão acrescente no documento a criação de estruturas para a prática da castração, que é usada, hoje, como mecanismo para controle da natalidade. Outra proposta é a realização de campanhas educativas de combate à violência contra animais.

Capital. A gerente municipal de Controle de Zoonoses da capital, Silvana Tecles Brandão, disse que a sala de eutanásia e câmara de gás do CCZ de BH passaram por reformas em 2008, dando lugar a outros ambientes. “A eutanásia é inadmissível. Animal não é objeto, tem de ser respeitado”, concluiu.

PROMESSA
Prefeitura busca pontos de castração
A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte e os defensores dos animais recomendam que, em vez de as pessoas abandonarem os bichos nas ruas por falta de condições de criá-los, eles sejam castrados, para evitar gestações indesejadas. Atualmente, a prefeitura mantém três locais para esterilização gratuita, nas regiões Norte, Noroeste e Oeste (veja endereços ao lado).

Outros três novos pontos são planejados, nas regiões Barreiro, Leste e Nordeste, segundo a SMSA. “Estamos buscando imóveis que possam ser adaptados para esse tipo de serviço, mas não é fácil encontrar”, explicou a gerente de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte, Silvana Tecles Brandão.

Atualmente, o canil do Centro de Controle de Zoonoses tem 206 cães e 26 gatos. Os saudáveis ficam disponíveis para adoção. Há ainda o projeto Adote um Amigo, que faz feiras de adoção quase todos os fins de semana. (LC)

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