GRAVES DENÚNCIAS CONTRA A SMPA

A Sociedade Mineira Protetora dos Animais atravessa um período de má administração, que tem sido observado em nossa vivência e participação nesta instituição já ha bastante tempo. Tempo este em que os problemas já poderiam ter sido sanados, mas pelo contrário, não houve o interesse de solucioná-los e ainda pior, vem se agravando.

Em nossa convivência com a instituição podemos comprovar todos os dias fatos de negligência, imprudência, maus-tratos e abuso. O problema financeiro e a falta de recursos que a SMPA enfrenta é inquestionável, mas acreditamos que estas dificuldades não justificam uma administração negligente, arbitrária, descompromissada e abusiva. A SMPA é uma entidade que sobrevive exclusivamente de doações, e portanto, a situação é realmente de precariedade, contudo presenciamos inúmeros gastos desnecessários; com comemorações, gastos demasiados com alimentação desnecessária e extravagante,  televisão instalada com TV a cabo, funcionários reunidos e em excesso em setores de menor importância onde o serviço é mais suave e grande deficiência de funcionários nos setores mais essenciais, onde o trabalho é mais difícil, e um aparente elevado padrão de vida. Enfim, são muitos detalhes e situações que se contrapõem com a realidade financeira da SMPA.

Apontamos cada um desses fatos nos tópicos deste documento. É também indiscutível a questão da negligência em questões de essencial importância, que inclusive contrariam a finalidade para a qual a instituição foi fundada. Finalidade esta que está contida no estatuto da SMPA, que segue em anexo.

Nos referimos aqui à satisfação de diversos interesses pessoais, em detrimento dos reais objetivos da instituição, que resultam e ocorrem às custas  de animais que morrem, adoecem, que ficam sem socorro, de alguns que recebem tratamento não condizente com a sua doença, de boicote nas adoções, de recusa em aceitar novos voluntários, de doenças que se proliferam, de vista grossa dos funcionários com os problemas, do descuido com higiene e limpeza, dos desperdícios, dos desvios de funções, do sobrecargo de trabalho de uns contra ociosidade de outros, do autoritarismo, das arbitrariedades, do nepotismo (verdadeiro cabide de empegos) e enfim, de uma série de irregularidades que estão detalhadas nos fatos que se seguem nos tópicos abaixo relacionados, para que fique evidente a intenção deste documento, no sentido de se exigir providências e prestações de contas, pois todos os fatos relatados neste documento demonstram uma má administração.

Acontece que o trabalho e a dedicação dos voluntários torna-se limitado por motivos desconhecidos. Eles não aceitam ajuda da parte de ninguém, internos ou externos. Quanto mais se tenta ajudar a SMPA, mais confusão se arruma. Tudo é motivo para queixas infundadas, mentiras e repercussões desnecessárias. Ao invés de se preocuparem com o que realmente interessa, ficam arranjando motivos para discussões e/ou humilhações. Não se aplica o famoso ditado “QUEM NÃO DEVE NÃO TEME”. Qualquer pessoa percebe o clima tenso que existe na SMPA. O medo é captado no ar. Se está tudo correto, porque eles sentem tanto medo? Quem tem intenção de ajudar desiste, pois tudo gera retaliação e motivo para desconfiança.

A situação cômoda e confortável que os dirigentes da SMPA se encontram, os faz bloquear, impedir e dificultar todo acesso e ajuda à instituição, para não perderem o controle da situação e consequentemente a posição em que se encontram.  Os voluntários acabam assumindo as funções que deveriam ser dos funcionários como: limpeza, reparos nas instalações e etc, na tentativa de amenizar a situação, e assim acabam deixando de realizar a ajuda para a qual se propuseram, que era de verdadeiramente dar atenção e cuidado aos animais, devido ao reduzido tempo de permanência no local.

A ONG fecha por duas horas para almoço, sendo que em “funcionamento” os funcionários ficam muito tempo ociosos. O ideal seria cada funcionário fazer seu horário de almoço, e não a instituição cessar suas atividades. Enquanto isso acontecem verdadeiras tragédias nas dependências, principalmente nas áreas internas e restritas, onde as pessoas não tem acesso. Tais fatos estão relatados nos tópicos e registrados em fotos e imagens diversas.

Identificamos inúmeras irregularidades, como exemplo a questão da eutanásia, que é utilizada como uma medida para “solucionar problemas” e para evitar tratamentos em animais, ao invés de ser utilizada em último caso, nas situações onde não há mais tratamento para o animal, como prevê o regulamento da Medicina Veterinária. Outra grande questão é o fato das decisões sobre a condição, tratamentos e ações com os animais não serem tomadas pelo técnico veterinário (aliás a sua autonomia é praticamente nula quando deveria ser antes de tudo prerrogativa sua) e sim pelos administradores e até mesmo meros funcionários dos canis e gatis.

Veterinário se sujeitando à vontade de funcionários protegidos da diretoria. Funcionários ignorantes, sem grau de instrução, e que adoram causar confusões e fazer intrigas. Os veterinários (os bons), deveriam ter autoridade para chamar atenção de funcionários ociosos, reclamar da sujeira e descuido com higiene, da falta de cuidado com os animais, e não temer os funcionários. Por vezes tem de “racionalizar” e praticamente mendigar para os funcionários medicamentos básicos, além de ouvir desaforos do tipo “você gasta medicamento demais”. Enfim, são muitos motivos para indignação e questionamento.

Pleiteamos que sejam adotadas providências urgentes para resolver os problemas que a SMPA vive, em virtude da atual administração, trazendo à luz e tornando claras as atrocidades ocultadas pela ONG, que de protetora (como diz no nome) lamentavelmente não tem nada.

Nos interessa que seja facilitado o acesso às pessoas que se preocupam e que são comprometidas com a instituição e com a causa animal, pois sabemos que estas pessoas existem, mas encontram muitos impedimentos e dificuldades para ajudar. Somos convictos de que os atuais administradores da SMPA estão ocupando cargos indevidamente, pois não são comprometidas com a causa animal, não entendem sobre Direitos Animais e ainda impedem quem quer ajudar. Eles não participam de nada referente à causa de defesa animal. Não defendem os interesses dos animais, não acompanham as conquistas, nunca estão presentes em manifestações, assembleias, audiências públicas, não participam de nada, e isso não é comum no meio dos Protetores. Em que sentido eles estão representando e defendendo os animais?

Estamos falando de uma instituição quase centenária, que deveria ser a precursora na defesa dos animais, mas ao contrário, em qualquer mobilização em relação a defesa dos animais, a SMPA é a única instituição/ONG que não tem representantes. Uma prova bem clara, foi um manifesto de grande comoção e à nível Nacional que aconteceu no início do ano, e a direção da SMPA nem tem conhecimento. No site deste Movimento “CRUELDADE NUNCA MAIS” há praticamente todos os abrigos, ONGS, Defensores independentes, e a SMPA totalmente fora. Reparar final da primeira página (HOME) do site http://www.crueldadenuncamais.com.br/. Mais recentemente, no dia 11 de junho aconteceu uma Audiência Pública sobre o Mercado Central e mais uma vez a direção da SMPA foi convidada para compor a mesa. Mais uma vez não participaram e nem mesmo alguém representando a entidade foi assistir a audiência.

Estamos falando de um dos abrigos mais antigos do país, que deveria dar o exemplo, mas ao contrário, há recusa. Os Defensores dos Animais dedicam a vida lutando por melhores condições de vida aos animais, enquanto a diretoria da SMPA é completamente alheia a estes fatos. O próprio vice-presidente da SMPA em sua clínica particular comercializa animais escancaradamente. Fato inaceitável. Também temos relatos de um animal roubado de seu responsável que foi comprado pela funcionária Aline por ser de raça, e que comunicou que um parente seu criava essa mesma raça de cães para reprodução. Mesmo depois do cão ser encontrado pelo seu tutor, a funcionária Aline se recusou a devolver. Estamos dizendo que os funcionários da SMPA tanto vendem quanto compram animais. Fatos estes ignorados pelas pessoas de boa fé que contribuem com doações mantendo o abrigo.

Não podemos deixar de indagar o que os faz permanecer ali, o que tanto os atrai, pois somos totalmente a favor da instituição, mas temos a certeza de que quem detém atualmente o poder está destruindo a imagem da Sociedade, abusando dos animais e desrespeitando a finalidade para qual foi fundada. É nítido pelo Estatuto, o quanto os fundadores da SMPA eram envolvidos com o tema, como eles detinham conhecimentos muito avançados para a época, como estavam evoluídos espiritualmente, inclusive vindo a falar em 1925 sobre Vegetarianismo e Vivissecção.

A responsável técnica pelo abrigo nem frequenta lá, ou seja, não existe responsabilidade técnica. Sabemos que ela é voluntária, mas independente disto, deveria zelar pelo abrigo. São realizados procedimentos estranhos nos animais e o próprio Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) ignora esses fatos. O local é infestado por baratas, ratos, escorpiões (que talvez seja causa de mortes inexplicáveis), e a vigilância sanitária também ignora. Não vamos nos prender aos argumentos de que no passado foi pior, pois esse é o discurso de que se revestem quando se sentem ameaçados. O que nos movimenta é a certeza de que pode e deve ser melhor.

Não ignoramos as dificuldades enfrentadas por ONGS e instituições que sobrevivem com recursos próprios, principalmente os de Proteção Animal, mas essas são as mesmas dificuldades enfrentadas por todas as ONGS, e justamente por conhecer outros abrigos, sabemos que a realidade pode ser bem diferente, digamos, bem melhor.

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