A REALIDADE DA SMPA

Televisão com TV à cabo na recepção e na maioria das vezes um aglomerado de pessoas reunidas em horário de expediente são cenas corriqueiras na SMPA. Soubemos recentemente que o Alisson, Leilane e Aline usavam celular com contas de alto valor pagas pela entidade. Em contrapartida, durante muito tempo havia somente uma veterinária que atendia aos animais do abrigo, num horário reduzido de trabalho que vai das 13:30 às 17:00 horas, de segunda a sexta-feira, e de 9:00 as 13:00 horas no sábado. A veterinária do abrigo sempre que necessário é requisitada atender o público externo na clínica, e os animais internos ficam sem atendimento (que normalmente já é defasado), em contrapartida, o oposto não acontece. A veterinária da clínica. Dra Daniela César fica ociosa a maior parte do tempo enquanto poderia socorrer no mínimo os casos urgentes aliviando o sofrimento dos animais, que na maioria das vezes falecem no aguardo da veterinária chegar (13:30 da tarde). Não é justo os animais que chegam na parte da manhã esperarem serem atendidos só na parte da tarde, depois de 13:30, se eles enchem a boca para falar que a SMPA conta com quatro veterinários. Casos urgentes não deveriam esperar. Um desses veterinários poderia ao menos aliviar a dor desses animais com alguma medicação até que esperassem o devido atendimento. Enquanto ficam sentados na recepção nas horas vagas (absurdo falar em “hora vaga” numa instituição dessa natureza), poderiam realizar alguma outra função.

Vale ressaltar também a questão dos feriados prolongados. A maioria dos feriados são emendados, e geralmente em vésperas destes feriados encerram as atividade antes do horário e ficam enlouquecidos apressando os voluntários. Exemplo claro de arbitrariedade, foi a inversão de um feriado do ano de 2011. Na verdade eles ganharam mais de um dia de feriado. O dia 7 de Setembro caiu numa quarta-feira, então a diretoria da SMPA decidiu por não funcionar na segunda-feira e funcionaria na quarta. Detalhe que ninguém poderia prever essa situação (pacientes/visitantes). Uma voluntária foi comunicada, e então esta aproveitou a situação para exercer seu voluntariado na quarta-feira, e ao chegar lá, a SMPA estava fechada. Conclusão, não funcionaram na segunda-feira e nem na quarta-feira. Exemplo típico de arbitrariedade cometida pela direção.

A noite e aos domingos não há veterinário. Em vista do volume de serviço e do número de animais não é possível realizar tudo em tão pouco tempo, e ficam muitos animais sem socorro e sem atendimento enquanto outros setores tem gente ociosa demais. Os voluntários não podem ajudar muito, pois o medo de que se envolvam e percebam as falhas da administração é tão grande que restringem o voluntariado apenas a “limpar” canis.

Principalmente aos sábados, dia de movimento é intenso, o veterinário do abrigo é requisitado o tempo inteiro para atender o público externo na clínica, e quando dá horário de encerrar não foi feito praticamente nada pelos animais do abrigo. No domingo já ficam sem atendimento algum, agravando ainda mais a situação. Foi presenciado um período em que não havia veterinário na clínica, então o veterinário do abrigo atendia ao público externo da clínica, permanecendo o abrigo à deriva, sem veterinário, durante uma semana. Isso não foi fato isolado, continua sendo prática da SMPA. Exemplo recente trata-se da veterinária da clínica, Daniela César ausentar-se uma vez da semana para gravação de um programa de rádio. Uma das veterinárias do abrigo, a Nélida, (responsável pelos canis e gatis na parte da manhã), nestes dias (terças-feira) substitui a veterinária da clínica (o que já não consideramos correto). Quando a Nélida não pôde ir, a veterinária responsável pela enfermaria e terraços, Danielle (parte da tarde) teve que atender ao público externo da clínica, e os animais do abrigo ficaram sem atendimento. Ora, tratando-se de uma entidade protetora, o correto seria pensar primeiramente nos animais do abrigo. Fica claro o interesse pela clínica em detrimento da falta de cuidado com o abrigo.

O atendimento da clínica gera rendimento, porém não percebe-se investimentos no abrigo. É notável que a condição de vida, principalmente dos funcionários que participam da diretoria, não é nada mal. Isso destoa muito da condição decadente da entidade. Convenhamos que é estranho e não combina ter tantos carros novos, de padrão não popular, que os funcionários deixam estacionados em frente um local praticamente em ruínas. Essas observações são inevitáveis.

O abrigo se mantêm exclusivamente de doações, e em apuração do inquérito civil que foi aberto em 2007 pela Promotoria de Associações, constatou-se que desde esse período a entidade não tem registro contábil.

As regras de adoção não são claras, e os voluntários que tanto prezam por esta prática, volta e meia se vêem em situação de confusão, pois nunca sabem o que responderem para os visitantes, que constantemente indagam sobre adoção. Ora doa-se filhotes, ora não. Se os voluntários dão informação errada, são repreendidos. Na verdade pedem que estes nem interfiram quando o assunto é doação. O mesmo acontece com os gatos. Filhotes às vezes não podem ser doados, porque não foram castrados. Às vezes permite-se e solicitam que assinem um termo de compromisso para que o animal seja castrado posteriormente, mas não existe nenhum relato dessa prática alguma vez ter sido cumprida. Não se sabe de nenhum caso de gatos voltarem à SMPA para serem castrados. Aliás, no gatil a castração é um problema que merece ser destacado. A prefeitura não realiza nos gatos ao que parece, a castração em massa como é realizada nos cães. Os gatos procriam frequentemente e as crias todas morrem. Não existe separação de machos e fêmeas, ou mães com filhotes e doentes. Gatas parem no ambiente e vêem suas crias sendo devoradas pelos outros gatos adultos, pois não tem área onde possam passar a gestação. Os funcionários não percebem quando estão prenhes, e menos ainda quando este show de carnificina acontece. Os próprios voluntários separam, e quando chegam lá, as gatas foram misturadas novamente e parem seus filhotes junto a todos. É nítido como elas procuram privacidade, pois os filhotes geralmente são encontrados em local alto e escondido. Ninguém pode falar nada, pois é muito delicado todo assunto que envolve o funcionário responsável pelo gatil, o Gleyson (protegido). Reclamar deste indivíduo parece uma provocação à diretoria da Sociedade Mineira Protetora dos Animais. É um comportamento questionável. Todos que fizeram esta tentativa, sofreram algum tipo de retaliação posteriormente. Ainda sobre os gatos, quando alguém se interessa por adotar algum, geralmente não estão castrados. A regra é separar para que o cirurgião castre o animal e a pessoa retorne para buscá-lo. Quando os funcionários atendem devidamente e esta separação é realmente feita, o animal é castrado, porém, raras vezes as adoções se concluem, pois na maioria das vezes esses animais não retornam da sala de cirurgia, ou morrem no período do pós-operatório devido as condições precárias do abrigo. Geralmente quando a pessoa retorna para buscar o animal, ou não foi castrado (visitante não teve o atendimento devido), ou morreu. Também não existe critério de identificação dos gatos castrados. Houve casos do mesmo animal ser aberto novamente para castração porque estão todos misturados. E é óbvio, todos “gostam tantos” dos animais que nem mesmo os conhecem.

As caixas que servem de dormitório foram doadas por voluntários, e ficam estocadas. Os voluntários como sempre, muito preocupados com os animais, recolocam. Contam o número de animais e colocam as caixas, mas elas são estocadas novamente. Essas caixas foram danificadas no mutirão. Exemplo claro de descuido e falta de interesse, além do desrespeito com quem doou pois foi fruto de uma campanha em que mais de um participaram. Além disso as caixas foram trazidas do Sul do país, havendo gasto inclusive com o transporte. Segundo relato da própria “Coordenadora” dos voluntários, a Dona Márcia, que também faz parte da atual chapa, foram levadas pela administração casinhas de cachorro doadas para o abrigo. Algumas vasilhas doadas para comedouro e bebedouro foram usadas para misturar tinta neste mesmo mutirão. Jornais e papelão somente voluntários levam.

Até para ajudar a instituição é difícil. A parceria do Programa Adote foi uma tentativa frustrada de ajudar a SMPA. Um Protetor e Ativista da causa animal facilitou a realização de uma feira de adoção num evento anual importante e a SMPA nem sequer teve a postura de dispensar. Simplesmente cortou contato. Em função dessa atitude, perdeu um contribuinte que doava um salário mínimo mensalmente. Isso é muito sério, uma instituição que vive de doações perder uma contribuição desse porte é porque deve estar muito bem, o que não é o caso da SMPA. Esse contribuinte converteu sua doação para o Programa Adote um Amigo.

No final do ano de 2010, houve falta de água na Sociedade. Foi um caos. Se com abastecimento de água nos deparamos com tanta atrocidade e serviços não feitos, imagine então sem água. É desculpa perfeita para não fazer nada. Esse caos estendeu-se até o meio do ano seguinte sem abastecimento de água. Não se sabe realmente as razões do corte. Fizeram um poço que não funcionou e não tinha capacidade para abastecer as necessidades. A água ficou sendo captada do vizinho por uma mangueira que atravessava a rua e o serviço que já era péssimo na instituição tornou-se deplorável.

A enfermaria sem água tornou-se um lugar mais imundo e os animais ficaram mais abandonados e enfermos. Ninguém naquele recinto tem cuidado com higiene, nem mesmo o veterinário. Usava água de algum recipiente já sujo para colocar água para os animais. Contaminava água que usava para limpeza de alguma ferida e com a mão suja, algodão sujo ia usando a mesma água para outras finalidades. O terraço foi o espaço mais imundo e os animais mais castigados pela falta de água, pois como a preocupação é com as aparências, faziam primeiro o que o público não “deveria” perceber (limpeza superficial da rampa) e como o terraço fica escondido, era o último a ser cuidado, isto quando era, pois o tempo não era suficiente ou a água do posso acabava antes. Sem água nada na SMPA pode funcionar.

O abastecimento de água só voltou em junho de 2011, e para os voluntários foi como o fim de um pesadelo. Não se sabe nem como foi resolvida a questão. O fato é que, como já mencionado em diversos momentos ao longo deste documento, continua sendo insuficiente, e razão que ocasiona hostilidade para com os voluntários.

Sabemos que a pedido dos administradores, alguns funcionários, principalmente Gleyson e Adailton, vigiem os voluntários e outros funcionários, como contou o ex-funcionário Márcio. Devido a tanta “picuinha” e perseguição, os voluntários, um a um, foram aos poucos desistindo e abandonando o abrigo. Assim os animais ficaram absolutamente sem nenhum cuidado, e à mercê de seus algozes. Tudo dá a entender que é essa a intenção deles. Afastar as pessoas, principalmente aquelas que mais contribuem.

Sempre foi ouvido na SMPA que seus funcionários eram usuários de drogas, mas fazer uso de drogas e apologia à maconha dentro do abrigo é inadmissível. Basta notar que na parede do canil do terraço onde ficam os machos tem uma pichação com indicativo de uso de drogas, ou, no mínimo, apologia.

Vivemos numa democracia e temos o direito de nos manifestar, mas o abrigo e os animais não tem nada haver com a índole das pessoas, e lá não deveria ser palco de demonstrações de rebeldia ou de motivos religiosos. Na parede da enfermaria, um ambiente extremante triste e onde acontecem abusos, também existe pichação com tema religioso. Uma verdadeira falta de respeito. No escaninho recentemente colocado no banheiro dos voluntários também pode ser percebido gravuras com este tipo de comportamento (Power Point). Essas pessoas nos causam até mesmo medo. Ex- funcionários vendiam os contentores doados por voluntários para o ferro-velho de frente. Impressionante entender como as câmeras não flagraram tal acontecimento. Funcionários mechem nos pertences dos voluntários e ainda pegam utensílios deles. O funcionário Adailton encontrou (acreditamos que procurou) um medicado doado que a veterinária esqueceu no vestiário, e foi fofocar. A gerente ao invés de repreender a atitude do funcionário repreendeu a voluntária que doou. Essa mesma voluntária, a Gabriela, já foi responsabilizada pela morte de animais nos canis pelo funcionário Gleyson, muito conhecido por fazer intrigas, e a gerente Liliane teve mais uma oportunidade de repreender estes funcionários encrenqueiros, e optou por chamar a atenção do voluntário novamente. A voluntária Viviane teve que deixar seus pertences na portaria por uma fase, devido ao Gleyson tê-la acusado de raptar um animal do abrigo. Este Gleyson se refere aos voluntários como escravos dele. Teve a coragem de fazer este comentário de péssimo mal gosto com a Dra. Danielle. Também se refere aos voluntários com adjetivos de baixo calão.

Ainda vale destacar a tentativa de intimidação, por parte da diretoria, sempre ressaltando que a população circunvizinha os respeita por medo, porque ela já ameaçou metralhar a casa deles, porque tem amizade com pessoas perigosas, com bandidos e assassinos. Em várias ocasiões também revelou que a Dra. Lilian Marota (Promotora de justiça do Meio Ambiente) era amiga da direção, principalmente do Dr. Alisson. Já chegou a comentar de relações de parentesco, e nesta oportunidade, o discurso foi que a pessoa da Vigilância Sanitária era amiga deles também.

O Dr. Alisson Toledo entrou para SMPA como vice-presidente da Wilma, e nas eleições sequentes passou a ser presidente, permanecendo nesta posição por dois mandatos, ou seja, 4 anos consecutivos. Em 2010 passou a ser vice-presidente, a Leilane assumiu a presidência se mantendo até agosto de 2012. Isso significa apenas inversão das funções entre Alisson e Leilane. O Alisson “diminuiu” suas “responsabilidades” diárias na SMPA, após ter montado sua própria clínica no final do ano de 2011, aparecendo somente para realizar cirurgias da clínica agendadas por particulares. Sempre foi muito tirano e negligente, e com relação ao abrigo nem sequer chegava próximo ao portão, frequentando somente a clínica. Mal era visto, inclusive na clínica, pois se responsabilizava principalmente pelas cirurgias, já que quem atendia na clínica era a Daniela César. Já foi visto realizando cirurgias em condições precárias, sem ter muito cuidado com assepsia. Há relato de ter continuado procedimentos cirúrgicos mesmo após o efeito de anestesia do animal ter passado. Não costumava usar jaleco nem máscara. Em própria vistoria pelo Ministério Público foi constatado que o aparelho para esterilização do instrumental cirúrgico não funcionava. Mais relatos sobre a instalação da sala de cirurgia segue nos laudos dos veterinários Dr. Leonardo Maciel e Dr. Adriane, em acompanhamento de diligência realizada pelo Ministério Público das Associações. Os animais do abrigo praticamente não tinham nenhum atendimento cirúrgico, vindo à óbito enquanto aguardavam uma vaga na extensa agenda do Dr. Alisson para atendimento da clínica. Sem contar que mesmo quando havia vaga tais procedimentos não eram prioridade do Dr. Alisson, permanecendo os animais do abrigo sem atendimento. Após o início do atendimento em sua clínica particular, a situação dos animais do abrigo que necessitam de cirurgia passaram de mal a pior. Mas suas falhas não restringem somente em questões cirúrgicas. Este era completamente omisso em qualquer questão referente aos animais abrigados. Nunca demonstrou preocupação com questões básicas como higiene e limpeza, triagem, alimentação e segurança entre outros. Na condição de presidente, tampouco de vice, não se empenhava em melhorar a situação do abrigo, pelo contrário, parecia mesmo não se importar, e ainda dificultava ajuda externa. Raros casos em que os animais passavam por cirurgia, morriam, devido as condições precárias descritas anteriormente, e devido à falta de cuidado com esses animais em estado de saúde delicado. Após o procedimento ficavam na sala do Dr. Alisson sem água, sem comida e sem medicação. A situação dos animais que necessitavam de intervenção cirúrgica era de prisioneiros, pois ficam confinados na enfermaria/solário/terraço aguardando a cirurgia que nunca seria realizada. Todos os voluntários e pessoas que frequentaram o abrigo são testemunhas dessa omissão. Os voluntários sempre foram impedidos de frequentar a enfermaria, pois era impossível frequentar esse recinto e não fazer observações sobre as condições físicas do recinto e principalmente sobre as condições dos animais. Para evitar reclamações dos voluntários era mais cômodo mantê-los afastados. Esse é um dos principais motivos pelo qual não aceitam voluntários, e pelo tratamento ríspido que impunham aos poucos que frequentavam o abrigo.

No dia 8 de Novembro de 2011 a SMPA começou a apresentar um programa na rádio Inconfidência. É impressionante e desrespeitoso o discurso utilizado para convencer os ouvintes e enganar a própria emissora de rádio. Para quem conhece bem a realidade daquela instituição, esse programa foi uma verdadeira afronta. A vontade foi de desmascará-los no ar. Tiveram a audácia de dizer que promoviam adoção, sendo que o próprio presidente da SMPA comercializa animais em sua clínica particular. Isso é um absurdo.

 

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